Até 1863, qualquer jogador poderia usar as mãos para pegar a bola no ar e colocá-la no chão. E em vez das traves tradicionais, o gol era delimitado por dois postes de 28 centímetros de altura por 7 metros de comprimento (sem o travessão).

Em 1863, aconteceu uma reunião na Taberna Freemason, onde foi feita a separação entre Futebol e rugby. Ainda em 1863, estipulou-se que ao sofrer um gol, as equipes deveriam trocar de lado do campo.

Em 1865, foi criada a lei do impedimento, sendo que, para estar em condições legais de jogo, o jogador deveria ter no mínimo 3 defensores entre sua posição no ato do passe e a linha de fundo.

Em 1868, institucionalizou-se a presença do árbitro nos jogos.

Em 1870, estipulou-se o número de 11 jogadores para cada equipe e foi utilizada pela primeira vez uma bola redonda.

Em 1871, definiu-se o peso e características da bola, e foi autorizado a um dos jogadores defender a bola com as mãos, criando assim, a figura do goleiro.

Em 1872, foi demarcado 1/4 de círculo em cada vértice do campo para a cobrança dos escanteios.

Em 1873, estipulou-se que o arremesso lateral deveria ser cobrado com as mãos e em linha reta perpendicular à lateral do campo.

Em 1875, foi determinado o tempo de duração das partidas em 90 minutos, com a troca de campo a cada 45 minutos. Foi colocado um travessão de madeira sobre as traves no lugar da corda.

Em 1876, os árbitros passam a usar apito.

Em 1878, o arremesso lateral passa a ser executado em qualquer direção.

Em 1880, a bola passou a ser de couro, costurada à mão e dividida em gomos.

Em 1891, definiu-se a obrigatoriedade do uso das redes nas balizas, e foi instituído a cobrança de pênalti, em qualquer ponto da linha de 12 jardas.

Em 1896, é dado ao árbitro mais autoridade e responsabilidade determinando a aplicação das leis do futebol, deixando de ser então, apenas um tira-teima das reclamações das equipes.

Em 1902, determinou-se a marca para cobrança da penalidade máxima (pênalti). E foram adotadas as medidas atuais da grande e pequena área.

Em 1904, foi fundada a FIFA - Fedéracion Internationale de Foot-Ball Association.

Em 1907, houve a eliminação da posição ilegal do jogador que estivesse em seu campo defensivo.

Em 1913, houve a eliminaçãpedimo do imento na cobrança de arremesso lateral, e os goleiros ficaram proibidos de pegar a bola com as mão fora da área.

Em 1925, foi alterada a lei do impedimento, em que, para estar em condições legais de jogo, o número de defensores entre o jogador e linha de fundo, diminuiu de 3 para 2 no ato do passe.

Em 1936, criou-se a meia-lua, à frente da grande área para manter os jogadores afastados por 9,15 metros de distância da bola nas cobranças de pênalti.

Em 1970, foram utilizados pela primeira vez, os cartões amarelo e vermelho, durante a Copa do Mundo realizada no México.

Em 1990, não é mais constituído impedimento se o jogador estiver na mesma linha do penúltimo defensor.

Em 1993, é criada a área técnica dos treinadores, e o goleiro não pode mais pegar a bola com as mãos, recuada com os pés por um companheiro.

Em 1995, a circunferência máxima da bola é reduzida de 72 para 70 centímetros.


O jogador do seu time comete uma falta mais dura no adversário. O árbitro se aproxima dele e se prepara para mostrar o cartão. A partir deste ano, essa história poderá ter um final a mais. Além do amarelo e do vermelho, entra em cena o cartão laranja - que não apenas adverte nem expulsa definitivamente.

A novidade, que excluiria o jogador da partida por alguns minutos, será votada neste sábado pela International Board,na Irlanda do Norte, em reunião a partir de 6h30m (de Brasília). Se for aprovada, será a primeira grande mudança nas regras do futebol depois de nove anos. Outras propostas serão votadas. O intervalo de 20 minutos, a quarta substituição em caso de prorrogação e o direito do treinador de permanecer na área técnica são outros destaques.

Oficialização do que já existe

As outras modificações nas regras são menos polêmicas e, em alguns casos, servem apenas para oficializar uma situação que já acontece com frequência. Permanecer na área técnica, por exemplo, já é uma realidade para o palmeirense Vanderlei Luxemburgo ou o atleticano Emerson Leão. Se a mudança vier, os treinadores agradecerão, e os juízes também. Seria o fim de um estresse para o quarto árbitro, que atualmente tem de pedir a toda hora para o treinador retornar para o banco de reservas.

Um intervalo de 20 minutos também não chega a ser uma grande novidade, já que os atrasos são costumeiros. Os atuais 15 minutos podem ser suficientes para quem está na arquibancada esperando, mas não para quem faz parte do jogo. Leo Moura diz que só dá tempo de descer para o vestiário, respirar e voltar. 

A mesma opinião tem o árbitro Evandro Rogério Roman, do quadro da Fifa:
“Acho que a imprensa deve fazer o seu trabalho na saída para o intervalo. Mas,atualmente, depois de esperar a escolta policial e ir até o vestiário, tenho três ou quatro minutos antes de retornar. Então imagino a situação de um técnico,  que tem de usar esse tempo para falar com os jogadores”. 

 OUTRAS PROPOSTAS QUE SERÃO VOTADAS

Os jogos em grama artificial precisariam do selo da Fifa Quality Concept for Football Turf. Ele se chama atualmente Quality Concept for Artificial Turf.

Se o jogador usar uma fita sobre o meião (para prender a caneleira, por exemplo), ambos teriam de ser da mesma cor.  

Seria incluída na regra o que já era uma determinação: o jogador que deixar o campo sem autorização do árbitro ser considerado, para fins de impedimento, como estando na linha  de fundo ou linha lateral.  Atualmente, um time já precisa excluir um ou mais jogadores para igualar o número do adversário na disputa por pênaltis. Entraria na regra que o jogador a ser excluído não pode ser o goleiro.

Cinco minutos a mais de comerciais

É claro que também há o aspecto comercial. Cinco minutos a mais de descanso significam cinco minutos a mais paraserem comercializados. Segundo o jornal inglês "The Guardian", custou R$ 1 milhão cada minuto de propaganda em uma emissora local na última Copa do Mundo. 

A Federação Inglesa não gostou da proposta de intervalo de 20 minutos. Ela prevê protestos da torcida e diz que a ideia pode ser boa, mas apenas em lugares sem o mesmo frio da ilha britânica. 

Entre as novidades principais, resta a quarta substituição em caso de prorrogação, que promete gerar menos polêmica. O torcedor brasileiro, no entanto, não deverá ver de perto a mudança, caso ela seja aprovada. A prorrogação não é usada nos principais campeonatos estaduais, na Copa do Brasil ou mesmo na Copa Sul-Americana e na Taça Libertadores.


Outra proposta de destaque já não é bem uma novidade no futebol mundial: a discussão do que pode ser feito para acabar com a dúvida de que a jogada terminou em gol ou não. A bola com chip, testada no Mundial Sub-17 de 2005 (no Peru), já fez parte da reunião da International Board antes.O que a Fifa quer ampliar agora é a utilização de assistentes atrás dos gols, a exemplo do que foi testado no último Europeu Sub-19, em 2008.  



Algumas mudanças nas regras nos últimos 20 anos:

1979: o árbitro tem de erguer o braço para indicar que a cobrança de falta é indireta.

1982: é instituída a punição por sobre passo do goleiro.

1986: o cobrador do pênalti precisa ser identificado.

1988: as traves devem ser brancas.

1990: fim do impedimento em cobrança de lateral e para o caso de um jogador na mesma linha do atacante (desde que haja outro adversário à frente).

1992: é proibido o goleiro pegar uma bola recuada por um jogador do mesmo time.

1994: é permitida uma terceira substituição, desde que o jogador a entrar seja o goleiro reserva.

1995: passam a valer três substituições, seja o goleiro reserva ou não. 

1997: o goleiro pode se movimentar para os lados no momento do pênalti.

2000: o goleiro só pode segurar a bola por seis segundos.

2002: a publicidade só pode estampar a camisa do jogador, ficando proibida em calção, meia ou chuteira.

2003: a publicidade volta a ser liberada.

2004: é permitido o jogo em grama artificial.

2005: qualquer parte do corpo, excluindo-se os braços, serve como parâmetro para decidir um impedimento.

2007: fica proibida a exibição de camisas com conteúdo político, religioso ou pessoal 

 

 

 

IFAB SE REUNIU NA IRLANDA DO NORTE

O plenário do International Football Association Board, organismo que superintende nas leis do jogo, realizou a sua 123ª reunião anual em Belfast, Irlanda do Norte, nos dias 27 a 1 de Março de 2009, tendo analisado e decidido o seguinte:

A proposta de incluir mais dois assistentes na equipe de arbitragem para ajudar a controlar o jogo foi aceita e dada autorização à FIFA para seguir com a experiência no

futebol  profissional.

Com respeito à lei 11 (fora-de-jogo), foi elaborada nova redação, passando a vigorar o seguinte texto: Qualquer jogador defensor que saia do terreno de jogo pela linha de baliza, seja por motivo que for, sem autorização do árbitro, será considerado em jogo para os efeitos de fora-de-jogo até ao momento em que o desafio é interrompido.

Para se evitarem conflitos desnecessários entre o quarto Árbitro e os Treinadores ou os ocupantes da área técnica foi acordado que uma só pessoa, sempre e quando se comporte de forma responsável, permaneça de pé na área técnica e não será exigível que regresse ao seu lugar (banco), depois de ter transmitido as instruções tácticas.

A questão das cobranças a partir da marca da grande penalidade (decisão por penalidades máxima), face à exigência de igual número de jogadores executantes de ambas as equipes, tem novo texto: Os jogadores excluídos por este procedimento não podem participar na execução dos referidas cobranças.

A FIFA retirou a proposta de ampliar o tempo máximo de descanso no intervalo dos encontros, de 15 para 20 minutos.


As comissões da FIFA foram encarregadas de estudar a hipótese de ampliar a quantidade máxima das substituições no caso de uma partida ter prolongamento, assim como o procedimento a seguir quando jogadores abandonem o terreno de jogo depois de terem recebido assistência médica.

Não foi aprovada a idéia quanto às exclusões momentâneas, onde seria exibido um cartão cor de laranja, logo foi posta de parte a criação de banco de advertidos.

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